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SESSÃO ORDINÁRIA: 07/02 - 17H

imprensa

27/10/2022

Aprendizagem

​Escola da rede municipal traz ao plenário da Câmara projetos de neuroeducação e robótica

Destaque

A diretora escolar Cristina Knihs Zierke, a professora Érica Garcia Silveira e estudantes do 3º ano da Escola de Ensino Fundamental Augusta Dutra de Souza, do Limeira, participaram de sessão ordinária da Câmara Municipal na última terça-feira, 25 de outubro, para apresentar os projetos “Magicubo e Neuroeducação” e “Bicho solto, bicho feliz”, idealizados naquele educandário. O Legislativo os convidou para a reunião por iniciativa do vereador Ricardo Gianesini, o Rick Zanata (Patriota), formalizada no Requerimento nº 205/2022.

“Queremos agradecer ao governo municipal e à secretária de Educação, Eliani Aparecida Busnardo Buemo, por nos oportunizar trabalhar com tecnologias de comunicação digital”, declarou Cristina. “A tecnologia e a robótica fizeram uma diferença muito grande na vida dessas crianças e hoje elas desenvolvem projetos com muito mais competência, porque pesquisam muito mais. Os projetos são maravilhosos”.

Cubo mágico e Matemática

Érica contou que o projeto “Magicubo e Neuroeducação”, que explora a prática de montagem do cubo mágico, surgiu há cerca de três anos como uma forma lúdica de abordar a resolução de problemas matemáticos. “Se o cubo mágico tem solução, os outros problemas também têm. E como digo aos alunos: quem monta um cubo pode fazer qualquer coisa. Aquele problema, aquela tabuada que você achava difícil, não é nada perto do cubo mágico. Isso aumentou muito a autoestima deles”.

Segundo a professora, os resultados não demoraram a aparecer. “A minha surpresa foi que as crianças começaram a resolver o cubo mágico bem rápido, em duas ou três semanas, alguns em um mês. Isso refletiu imediatamente não só na Matemática deles, como no Raciocínio Lógico e na interpretação”, relatou Érica, para depois falar dos efeitos positivos causados ao cérebro de quem se desafia no cubo mágico, como crianças com transtornos ou sequelas neurológicas, conforme estudo da professora de informática Luciana Maria Depieri Branco sobre o método de reabilitação em multimídia, realizado em parceria com a Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto, em São Paulo.

Aluno de Érica, Thierry é portador de dislexia. Em poucos segundos, ele demonstrou aos parlamentares sua agilidade em resolver o cubo mágico. “A dedicação dele foi tamanha, que hoje ele consegue montar a pirâmide e está participando do torneio [promovido pela escola]”, comemorou a professora. “Esse aluno conhecia algumas vogais no começo do ano, ordenava números de um a cinco. Nesta semana, ele conseguiu ler três frases simples. Isso, para uma criança de oito anos não alfabetizada, é um grande passo. Para uma criança que muitas vezes é estigmatizada, montar uma pirâmide e poder dizer ‘eu consegui’ não tem preço”.

Com o passar do tempo, relatou a educadora, Thierry e outros coleguinhas de turma - dentre eles Samuel, que mostrou sua habilidade em resolver o cubo mágico de olhos vendados - começaram a trocar entre si pequenos pedaços de papel onde constavam combinações de letras. Ao questioná-los sobre o conteúdo desses papéis, ouviu dos meninos que eles teriam encontrado o método Fridrich. “Este é um método de campeonato. Eles queriam ser sub-10, que são os competidores que montam o cubo em menos de dez segundos. Eu descobri que meus alunos do 3º ano estavam interpretando e transcrevendo algoritmos matemáticos”, ressaltou Érica.

A diretora Cristina convidou os vereadores a prestigiarem a final e a premiação da 1ª Copa Magicubo, que ocorre nesta sexta-feira, 28, às 13h, no educandário.

Capivara robô e passarela ecológica

Num segundo momento, o foco da sessão mudou para o projeto “Bicho solto, bicho feliz”, desdobramento de uma atividade interdisciplinar de Ciências na qual as crianças escolheram a capivara como animal de estudo. A visita de uma bióloga à escola teria despertado nos pequenos a curiosidade pelo corredor ecológico - faixa de vegetação que liga um local a outro possibilitando o deslocamento seguro da fauna.

O aprendizado os instigou a entregar aos vereadores um ofício no qual pedem que seja providenciada uma passarela ecológica para facilitar o trânsito e a sobrevivência de capivaras e outros bichos que circulam pela Avenida Beira Rio.

Além disso, o projeto ensejou a criação de uma capivara robô, que eles fizeram se mover pelo plenário a partir de conexão via Bluetooth. Segundo Érica, que cursou uma capacitação em robótica, a proposta visa chamar a atenção da sociedade para os atropelamentos de animais nativos da região. Por isso, na próxima segunda-feira, dia 31, a capivara robô da E.E.F Augusta Dutra de Souza fará um desfile pela Beira Rio. A ação tem o apoio do Centro Municipal de Inclusão Digital (CMID). 

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