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05/10/2022

Pronunciamento

“É um delírio coletivo, parece uma doença”, diz Cacá Tavares sobre discursos de ódio contra nordestinos

Destaque

“Não estou preocupada com a pessoa que você votou, mas sim em como você trata as pessoas que votaram diferente de você” - ressaltou Cassiano Tavares, o Cacá (Podemos), citando texto publicado em perfil social da jovem Bárbara Dolbeth. Essa e outras reflexões foram levantadas pelo vereador na sessão ordinária desta terça-feira, 4 de outubro, em pronunciamento alusivo ao resultado do primeiro turno das eleições gerais de 2022 e à polarização do pleito, mais especificamente da disputa para o cargo de presidente da República.

“(...) Ser empático não significa ter que abrir mão do seu ponto de vista, mas sim se colocar no lugar do outro e tentar compreender o motivo de ele ter chegado a uma conclusão diferente da sua”, prosseguiu o orador, ainda tomando emprestadas as palavras de Bárbara. “Ao invés de menosprezar, xingar e diminuir aqueles que votaram diferente de você, pense nas suas circunstâncias, esperanças e medos. Enquanto você se permitir enxergar o mundo apenas com suas lentes ideológicas, vai ser só mais um a disseminar intolerância e ódio. E o pior: repreendendo pessoas que fazem o mesmo. Isso soa um tanto quanto hipócrita, não acha? Não importa quem ganhe a eleição dia 30, todos nós vamos sair perdendo se continuarmos agindo dessa forma”.

Para o parlamentar, o post oferece um contraponto aos discursos de ódio direcionados ao Nordeste desde que se deu por encerrada a apuração das urnas no último domingo. Naquela região, Lula (PT) fez 67% dos votos válidos contra 26,8% confiados ao presidente Jair Bolsonaro (PL). “Eu vi muitas pessoas da minha rede social fazendo o mesmo. Fiquei chocado. É um delírio coletivo, parece uma doença que algumas pessoas estão vivendo”, criticou.

“Dos 57 milhões de votos conseguidos pelo Lula [em todo o país], aproximadamente 27 milhões vieram do Sul e do Sudeste, mas se faz todo um discurso que parece que só o Nordeste votou nele. Quem votou no Bolsonaro acha que seu voto é melhor e quem votou contra [o presidente] é inimigo, não uma pessoa que pensa diferente”, disse. “Se for pra seguir essa linha de raciocínio doentia, sugiro que quem compra produtos de São Paulo não compre mais, não façam mais negócios com pessoas de São Paulo, Minas Gerais, não passeiem mais no Rio, não torçam mais pro Vasco, Flamengo, Botafogo. Se é pra ter raiva, é pra ter raiva. Não pode ser uma raiva seletiva”, ironizou.

Em aparte, Jean Pirola (PP) apoiou o discurso do colega. “O que mais vi foi o crime de xenofobia sendo cometido contra nossos irmãos que vieram para cá para trabalhar”, observou o progressista.

“A gente tem que atacar as coisas erradas, e não as opiniões diferentes”, concluiu Cacá.

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