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02/09/2022

Artes Visuais

Obra “A mulher vai até o espelho”, de Joanna Leoni, está aberta à visitação na Câmara de Vereadores

Destaque

Joanna (à esq.) é estudante de Artes Visuais na FURB. Foto: Imprensa/Câmara Brusque.

A obra “A mulher vai até o espelho”, de Joanna Leoni (21) - composta por peças que exploram a técnica de pintura em tecido e a impressão de composições literárias -, está disponível para visitação na Câmara Municipal de Brusque e poderá ser conferida ainda nesta segunda, 5, e terça-feira, 6, das 12h às 18h. Na última quarta-feira, 31, o Poder Legislativo realizou a abertura da exposição, seguida de uma roda de conversa sobre o trabalho. Conduzido pela vereadora Marlina Oliveira Schiessl (PT), o evento foi prestigiado por artistas, membros do Conselho Municipal de Cultura e outros visitantes.

“Estou muito feliz. Sou a primeira trans a expor na Câmara e isso diz muito sobre a nossa cidade, sobre o movimento cultural que nela tem se constituído. Estar aqui é importante não só pelo movimento artístico em si, mas também pela vivência de construção desse trabalho. É muito significativo pra mim”, declarou Joanna.

Ela contou que o processo criativo de “A mulher vai até o espelho” teve início em 2020, no âmbito do grupo de pesquisa Arte e Estética na Educação da Universidade Regional de Blumenau (FURB), onde cursa Artes Visuais. “Em meio ao isolamento social, à solidão, comecei a questionar a minha identidade, a minha vivência, olhar para o meu corpo e perceber suas marcas. Nesse momento, vou ter um amigo muito importante, o espelho, e passo a trabalhar com fotografia e edição gráfica, mas esse espelho não me refletia. Depois, resolvo adentrar nesse vazio e começo a me desenhar em frente ao espelho - não num movimento de autorretrato, mas de idealizações, personas, personagens. Desenho diversos corpos que têm uma mancha vermelha no mesmo local, a genital, e aí começo a dialogar sobre o corpo trans, ou travesti, que é o termo que gosto de usar”, relatou a artista. “Que corpos são esses? São corpos que me constroem, são as minhas identidades de uma forma totalmente abstrata”, complementou.

“Quando a gente tem representatividade em locais como a Câmara Municipal, tem voz”, disse Marlina. “Existem mecanismos para que isso aconteça, como o diálogo político e republicano. A exposição da Jô e esta conversa estão ocorrendo nesta casa legislativa porque o seu plenário aprovou. A gente tem possibilidades e deve fazer uso desses instrumentos, além de mobilizar a classe [artística] em torno dessas construções”, emendou a parlamentar. 

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