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31/08/2022

Pronunciamento

“Onde fica a liberdade de expressão?”, questiona Déco sobre mandado de busca e apreensão na casa de Luciano Hang

Destaque

“Vou falar da insegurança, da interferência e do ativismo jurídico”, iniciou o vereador André Batisti, o Déco (PL), durante a sessão ordinária desta terça-feira, 30 de agosto. Ele se referiu ao mandado de busca e apreensão na casa de empresários, entre eles, Luciano Hang, sob a acusação de que estes se referiam, em mensagens, a um golpe de estado relacionado às eleições em outubro. O proprietário da Havan também teve suas contas em redes sociais suspensas.

“Não é de hoje que estamos vendo a mão pesada do Judiciário em cima das pessoas, dos empresários, dos políticos. Também tirando essa independência dos poderes”, protestou. “Um ministro do STF [Supremo Tribunal Federal] pegou dados de um grupo privado e distorceu pra ter um mandado de busca e apreensão na casa de empresários”, afirmou.

“Não quero nem entrar no mérito do Luciano, mas no de todos que foram prejudicados com a mão pesada do tal ministro do Supremo”, disse. “Onde fica a liberdade de expressão do cidadão, o direito do cidadão se expressar? Daqui a pouco, o direito de o cidadão vir aqui reclamar pela sua queda salarial, não vai mais poder”, disse, ao se referir ao grupo de dentistas que apresentavam cartazes de manifesto no plenário.

Ele ainda abordou outro caso, que categorizou como modelo de censura: a determinação de retirada de um outdoor instalado pelo Instituto Conservador de Brusque. “Um outdoor num terreno particular, com dinheiro de pessoas físicas, que não têm ligação política, não têm ligação pública. (...) Foi lá o juiz e mandou tirar, por campanha eleitoral antecipada”, criticou.

O caso do deputado federal Daniel Silveira (PTB), condenado a prisão por mais de oito anos pelo STF em abril deste ano, também foi citado por Batisti. “Porque numa tribuna igual a essa, onde a gente tem imunidade parlamentar, expressou sua opinião. Teve um mandado de prisão de 9 anos por falar, por brigar pela liberdade. A gente está retrocedendo, voltando ao coronelismo”, desabafou. “Não adianta ficar só na poltrona, no Whatsapp, mandando mensagem, pedindo liberdade. A gente tem que arregaçar a manga e ir pra rua pedir liberdade”, convocou.

Otimização do serviço público

O vereador também compartilhou uma visita feita à cidade de Guabiruba onde verificou a nova aquisição da administração municipal. “Compraram um braço robótico, pra colocar atrás de um trator pra roçada. Nisso seu tiro um exemplo, numa praça do Maluche a gente faria uma roçada em meio dia com um tratorzinho automático. E a Prefeitura leva três dias com oito roçadores. É otimizar o serviço público. Entregar mais, com menos”, disse ao sugerir que o poder público de Brusque automatize os serviços que, hoje, são braçais.

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