AGENDA

SESSÃO ORDINÁRIA: 11/10 - 17H

imprensa

10/08/2022

Pronunciamento

“Servidores muitas vezes estão trabalhando no limite”, afirma Marlina sobre a Saúde

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 9 de agosto, a vereadora Marlina Oliveira Schiessl (PT) destacou que, de forma recorrente, mensagens encaminhadas por munícipes à Ouvidoria da Câmara versam sobre falta de medicamentos, demora para realização de exames, gestão das unidades básicas de saúde (UBSs) e outras problemáticas relacionadas à área da Saúde. Ela tem fiscalizado pessoalmente as UBSs a fim de compreender as demandas expressas pela população, já que - justificou - “existe uma distância muito grande entre aquilo que a população às vezes subjetiva e transforma em reclamação e a realidade das UBSs”.

A vereadora exibiu dados que recebeu da Prefeitura como resposta a pedidos de informação de sua autoria. De acordo com ela, duas proposições de teor similar precisaram ser enviadas à Secretaria Municipal de Saúde para que se obtivesse retorno. Os documentos pediam, dentre outros, a relação dos órgãos ligados à pasta (UBSs, clínicas, policlínicas, centros de especialidades, laboratórios, farmácias, vigilâncias etc.) e a listagem dos servidores em atividade nesses locais, com a discriminação de cargos, funções e horários de trabalho.

Ela comparou a forma como as informações foram apresentadas pelo Executivo a uma tabela publicada pelo jornal O Município, em que a leitura e assimilação das mesmas era facilitada. “Nós temos alguns impasses e dificuldades inclusive de compreender como a Secretaria nos informa”, disse, alegando que tais dificuldades teriam motivado as visitas que tem realizado. Ela já esteve nas UBSs dos bairros Jardim Maluche/Souza Cruz, Santa Terezinha, Limeira Baixa, Santa Rita e São Luiz, bem como na Policlínica.

“Um dos grandes problemas é o fato da Atenção Básica não estar mais conseguindo fazer seu trabalho específico, porque as UBSs estão servindo como pronto atendimento, e fazer aquilo que é básico, primário, muitas vezes não tem sido possível. Há superlotação, poucos servidores, ausência de [profissionais de] áreas específicas, ultracobrança sobre o servidor, e parece-me que a responsabilização vem sendo colocada sobre os servidores, que muitas vezes estão trabalhando no limite. A gente precisa pensar com urgência no sentido de que as UBSs possam cuidar das pessoas com prevenção e fazer aquilo que lhes é específico, conforme a Política Nacional de Saúde. Se tivermos uma população bem assistida, teremos uma população menos adoecida”, concluiu.

    Nenhum tópico relacionado para este conteúdo;

    veja também