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SESSÃO ORDINÁRIA : 28/06 - 18H

imprensa

30/03/2022

Pronunciamento

Marlina insiste na abertura de CPI do Samae e comenta pedido de cassação de seu mandato

Destaque

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 29 de março, a vereadora Marlina Oliveira Schiessl (PT) reiterou sua defesa pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades administrativas que estariam ocorrendo no Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae). Ela destacou a importância da autarquia e disse que o Legislativo “não pode se omitir de desempenhar a sua função de poder investigador e fiscalizador para apurar as diversas e graves denúncias que infelizmente envolvem o Samae”.

Marlina rebateu críticas que tem recebido desde que passou a pleitear a formação da CPI: “Nesta casa e fora dela, atacaram e continuam atacando o meu pronunciamento para dizer que não há provas do que denunciei. Utilizaram-se de um arquivamento parcial do Ministério Público para reforçar a fantasiosa tese de inexistência de provas. Todas as denúncias que relatei estão documentadas e assinadas pelos depoentes em processo administrativo e, ainda assim, alguns escolhem desconsiderar, inclusive advogados que sabem que o testemunho é uma prova e, na maioria dos casos, tem muito mais força do que um papel”.

Ela ressaltou que as acusações que pesam contra a autarquia provêm de pessoas ligadas ao governo e reproduziu pelo sistema de som do plenário o áudio em que o procurador geral do Município, Edson Ristow, afirma que “o Samae virou um chapéu velho virado do avesso”, orienta um interlocutor a levar “tudo para o Ministério Público, ao doutor Taylor” e coloca-se à disposição desse interlocutor para encaminhar provas ao promotor Daniel Westphal Taylor, da 3ª Promotoria de Justiça de Brusque.

“Reafirmamos a necessidade de encararmos essa situação de frente, fazendo uso das prerrogativas que cada um de nós recebeu da população brusquense e que possamos abrir uma CPI e fazer o que tem que ser feito. Não podemos repetir os mesmos erros do Poder Executivo, passando pano, fazendo de conta que não está vendo. Devemos cumprir com cada uma das nossas funções, inclusive, a de fiscalizar as ações da administração pública”, defendeu Marlina.

Pedido de cassação

Marlina também falou sobre o pedido de cassação de seu mandato assinado por Luciano Camargo, motivado pelo pronunciamento feito pela vereadora no dia 15 de março. O diretor-presidente do Samae pediu exoneração do cargo, mas permanece à frente da autarquia até o final deste mês. 

“Um instrumento que visa à cassação de uma parlamentar, vindo principalmente da pessoa que era responsável pela autarquia, é uma clara tentativa de cercear. Que a gente estude, aprenda, acompanhe a evolução social e saiba o que é violência política e de gênero. As mulheres vão resistir e nós não daremos um único passo para trás. As pessoas comprometidas com a luta, com a verdade, não vão recuar”, protestou.

CPI negada

O pleito pela abertura da CPI do Samae foi formalizado pela vereadora por meio do Requerimento nº 76/2022, deliberado mais tarde, na mesma reunião, e rejeitado por 11 votos. Só Marlina, Ivan Martins (União) e Rogério dos Santos (União) votaram a favor da proposição.

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