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09/06/2021

Pronunciamento

Marlina repercute caso de estupro coletivo e atenta para o perigo da naturalização dos crimes de ódio

Destaque

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 8 de junho, a vereadora Marlina Oliveira Schiessl (PT) propôs reflexões em torno do estupro coletivo sofrido por um jovem de 22 anos em Florianópolis, por três homens, no último 31 de maio. A vítima também teve o corpo ferido com objetos cortantes e os criminosos ainda teriam usado esses mesmos objetos para riscar a palavra “veado” em uma de suas pernas. “O motivo pelo qual ele sofreu esse estupro coletivo foi o ódio às escolhas de identidade de gênero e de orientação sexual”, disse a parlamentar. “Esse tipo de crime, tipificado como homofobia, tem números arrasadores no nosso país. Diariamente, pessoas morrem de maneira brutal e violenta por causa da sua orientação sexual e por causa da sua escolha e identidade de gênero”, salientou.

Marlina chamou a atenção para a naturalização dos crimes de ódio na sociedade - “que vai desde a piadinha que se faz com a forma como a pessoa se organiza e se veste, como vive a sua humanidade, os maus-tratos na escola e avança à violência e à brutalidade”.

“Há alguns anos, especialmente em 2018, a gente tinha um debate muito grande em torno da homofobia, e se falava tanto em mudar [as pessoas], ou impor alguma coisa, quando, muito pelo contrário, nós estávamos falando em educar e reeducar as pessoas para que elas pudessem aceitar a diferença e a diversidade”, acrescentou. “Aceitar a diferença e a diversidade é um princípio da humanidade, de uma sociedade evoluída”, prosseguiu.

Para Marlina, a naturalização dos crimes de ódio tem se agravado no país especialmente devido a opiniões declaradas de autoridades políticas, como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), cuja repercussão faria com que extremistas se sentissem autorizados e até estimulados a agir de forma violenta como no caso de Florianópolis. “Ninguém, por escolha alguma, deveria ter a sua integridade física violada e desrespeitada”, defendeu.

A legisladora observou que o portal Atlas da Violência, mapeou em 2019 um total de 1720 denúncias de violação de direitos humanos aos LGBTQUIA+ no Brasil. Destas, 193 se referem a homicídios e 423 a lesões corporais. “Estamos falando de algo extremamente grave e rir disso é extremamente desumano, porque essas pessoas têm mãe, pai, família e só querem viver as suas vidas em paz como a maioria de nós faz”.

Por fim, ela problematizou a subnotificação desse tipo de delito: “Esta fala é para chamar a atenção ao respeito, à necessidade de estarmos atentos e vigilantes e para dizer às pessoas que fazem parte desse grupo que precisamos fazer as denúncias e ter dados. Quantos não registram, não contam, não falam sobre isso?”, questionou. “Deixo meu repúdio ao caso de Florianópolis e o pedido para que as autoridades cumpram a lei e a gente consiga prender esses três homens que cometeram esse crime hediondo”.

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