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02/06/2021

Pronunciamento

​“Os brasileiros estão revendo seus posicionamentos políticos”, conclui Marlina sobre o 29M

Destaque

Durante a sessão ordinária desta terça-feira, 1º de junho, a vereadora Marlina Oliveira Schiessl (PT) discorreu sobre as manifestações realizadas no último sábado, 29 de maio, em cidades do Brasil e do exterior, contra o governo federal e a gestão da pandemia de Covid-19 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O movimento ficou conhecido como 29M.

“A população brasileira, ou parte dela, foi às ruas por três motivos: vacina no braço de toda e todo cidadão brasileiro, coisa que está distante de acontecer. Vacina no braço, comida no prato, outro tema que foi reivindicado. A gente sabe do desequilíbrio que a pandemia gerou na economia e o quanto isso afeta a vida do cidadão e da cidadã brasileira, o quanto as famílias estão passando por necessidades, estão mais empobrecidas”, disse a parlamentar. “Por fim, as pessoas foram às ruas pelo impeachment de Jair Bolsonaro”, acrescentou.

“A minha opinião é que todo aquele representante do povo, uma vez eleito, deveria cumprir o seu mandato. O fato de acionarmos esse recurso do impeachment coloca o país diante de uma frágil democracia. No entanto, o ano de 2020 e a forma como Jair Bolsonaro tem conduzido o processo de gerenciamento da pandemia nos leva a ir às ruas para denunciar e falar com as pessoas a respeito disso”, prosseguiu a vereadora.

Para Marlina, o presidente da República está entre os chefes de estado que pior conduziu a crise sanitária causada pelo novo coronavírus em todo o mundo - razão pela qual merece a alcunha de genocida. “Estamos atingindo a marca de 500 mil mortos e precisamos fazer um exercício de reflexão. Quantas pessoas próximas a gente perdeu? Mortes estas que poderiam ter sido evitadas, porque a gente acompanha os dados da Covid-19 e percebe que a faixa etária dos óbitos se modificou após a vacinação”, argumentou.

“A gente vive diante de uma sucessão de erros por parte do governo federal, como fazer piada chamando a Covid-19 de gripezinha ou não ter empatia e, ao ser questionado por um repórter sobre o número de mortos, dizer que não é coveiro” - lamentou a legisladora numa alusão a declarações públicas do próprio presidente durante o ano passado.

Ela também criticou a “vergonhosa queda de braço de Bolsonaro com governadores” e a “recusa do presidente em responder às farmacêuticas” sobre ofertas de imunizantes feitas ao Brasil, fato que pode ter atrasado o início da campanha de vacinação no país. “E quando a gente fala dos rankings que o Brasil ocupa, são dados recortados e que precisam ser analisados, e não sair por aí falando que o Brasil é a quarta nação que mais vacina”, ressaltou.

Marlina acredita que o 29M tenha evidenciado que os brasileiros estão revendo seus posicionamentos políticos: “As pessoas estão olhando com mais criticidade, especialmente a forma como o presidente tem gerido a pandemia. Qual o sentido de termos um discurso em defesa da família quando pouco se faz pelos empregos, pela saúde e não se dá materialidade para que essa família se construa?”, refletiu. “Ao escolher nossos líderes, a gente escolhe projetos. Então, não me basta dizer que defende a família. Eu quero saber como, de que maneira, quais serão as condições reais. É isso que evidencia a criticidade”, concluiu a vereadora. 

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