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20/12/2019

Coletiva

​Presidente em exercício da Câmara, Keka Morelli se manifesta sobre decisão que envolve a eleição da mesa diretora

Destaque

O presidente em exercício da Câmara Municipal de Brusque, Gerson Luís Morelli, o Keka (PSB), concedeu coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, 19 de dezembro, para prestar esclarecimentos acerca da decisão de não ter convocado ainda para 2019 a sessão extraordinária na qual os parlamentares elegerão a nova mesa diretora da casa legislativa.

Durante a sessão ordinária da última terça-feira, 17, José Zancanaro (PSB) e Ivan Martins (PSD), que desde 1º de janeiro respondiam pela presidência e a vice-presidência do Poder Legislativo, renunciaram aos cargos. Naquele instante, na condição de 1º secretário e, portanto, substituto legal ao posto - conforme previsto no Regimento Interno da Câmara, Keka passou a ocupar a cadeira de presidente.

No encontro com os jornalistas, antes de responder a perguntas, o vereador se pronunciou sobre os fatos: “A decisão de não marcar a eleição na terça-feira foi única e exclusivamente minha, sem a participação de mais ninguém, e estão acusando injustamente funcionários da casa de terem me ajudado”, disse. “O Zancanaro também não sabia do meu posicionamento. Dizem, também, que isso teria ‘dedo’ do ex-prefeito Ciro Roza. Nos últimos três anos, a única vez em que falei com o Ciro Roza foi para dizer que eu estava deixando o PSB, e não tenho nenhuma ligação com o atual partido dele, o Podemos”, emendou.

“Pensei muito no que fazer e quando cheguei aqui [na Câmara, dia 17], ninguém estava sabendo. Durante a sessão, chamei o Jefferson [Silveira, diretor geral] e comuniquei que eu havia repensado e decidido não marcar a reunião [extraordinária] para aquele momento. O objetivo foi assumir uma atitude de protesto frente à forma que se tem conduzido o processo de trabalho e as deliberações - que não existem, e sim acordos - do grupo formado pelos vereadores da situação [que apoiam o governo municipal], do qual faço parte, juntamente ao Poder Executivo”, acrescentou. “Essa é uma angústia que tenho desde os meus primeiros meses de mandato, porque tive muita dificuldade de ser aceito com ideias e propostas, sendo deixado sempre em segundo plano, sendo que fui o vereador mais votado da coligação. Nesses três anos, nenhum pedido meu foi atendido”.

Keka defendeu a legalidade de seu ato enquanto presidente: “Os vereadores, especialmente os da situação, não têm motivos para se preocupar, pois a eleição está marcada para o dia 4 de fevereiro. Até desconheço o porquê de tanta insatisfação. Queriam que essa sucessão fosse muito rápida, mas a oposição e muita gente da imprensa não estava sabendo disso. Eu decidi dar um prazo até para que eles repensem se realmente é isso que querem, se é isso que a gente quer para a Câmara. Espero que um novo presidente possa ser eleito e que as decisões sejam fruto de deliberações éticas, com respeito a todos os vereadores e suas diferenças ideológicas, e que a pluralidade de ideias seja usada a favor do bem comum e do povo brusquense. Não fiz nada ilegal”, frisou. “Sou dono das minhas decisões, elas não são de grupos partidários e nem de endinheirados da cidade”.

Em relação ao um requerimento subscrito por membros da situação pedindo que a eleição da mesa diretora ocorresse neste sábado, 21, o entrevistado adiantou que não acataria à solicitação. “Não entendo essa ânsia deles, se a eleição já está agendada. O que é que vai mudar?”, questionou. “Vou ler o requerimento, mas é quase 100% que não vou aceitar isso”.

Keka Morelli permanece na presidência da mesa diretoria Câmara Municipal. Cleiton Luiz Bittelbrunn (PATRI) é o 2° secretário.

Assista à coletiva na íntegra no canal da Câmara no Youtube: 

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