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26/06/2019

Bem público

​Diretor-presidente do Samae fala sobre o abastecimento de água em Brusque

Destaque

Na sessão ordinária desta terça-feira, 25 de junho, o diretor-presidente do Sistema Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Dejair Machado, ocupou a tribuna para discorrer sobre os trabalhos desenvolvidos pela instituição, atendendo ao Requerimento 30/2019, apresentado pelo vereador Ivan Martins (PSD).

O diretor recordou alguns fatos que desencadearam a fundação do órgão do município, na década de 60 e destacou a explosão demográfica dos últimos anos na cidade, que impactaram nos serviços prestados. Sobre as três principais ações da autarquia, Machado avalia que a mais fácil é o tratamento, o que torna a captação e distribuição de água os principais desafios.

“A partir da década de 90, o Samae começou a buscar alternativas para captação”, relembrou. A abertura de Estações Tratamento de Água (ETA) isoladas - que hoje contabilizam seis em Brusque - captando água de nascentes, deu suporte à ETA Central, relembrou. Porém, tornaram-se insuficientes com o tempo e o aumento do consumo. Soluções a longo prazo, em sua perspectiva, serão concretizadas com  a construção da ETA na localidade Cristalina.

Sobre ao abastecimento, Dejair afirma que “estão trabalhando no fio da navalha”, sem margem para situações de emergência. Outras dificuldades citadas são quanto a regiões de elevada altitude, bem como o número crescente de divisão de terrenos em loteamentos, que culminam no aumento de consumo e problemas de distribuição. Em contraponto, ele destacou que o Samae está instituindo um departamento de controle de perda e já conta com um satisfatório sistema de telemetria: “Temos tudo monitorado. Sabemos quanto está entrando ou saindo”.

ETA Cristalina

Questionado por grande parte dos vereadores, o diretor atualizou os parlamentares sobre o andamento da ETA Cristalina: “Ela vai produzir 400 l/s, com dois módulos de 200 l/s cada. Vamos ter condição de abastecer a cidade com tranquilidade”. O orador informou que estão na 3° fase de projeto técnico e que um grupo de engenheiros de múltiplas áreas de conhecimento está fazendo avaliações e modificações no plano inicial.

“Se até meados de setembro tivermos finalizado a questão do projeto, acredito que iniciaremos a construção até o começo do ano que vem”, previu. Ele avalia que até o final de 2021 a obra esteja com o primeiro módulo em andamento. “Vamos deixar uma área que o Samae adquiriu, de cinco terrenos, com capacidade duplicada, para que futuras gerações possam utilizar”, complementou sobre as ações a longo prazo.

Condições da água

“Coloco minha mão no fogo. É nossa maior responsabilidade”, rebateu o convidado, ao ser indagado por Gerson Morelli, o Keka (PSB), se a água que chega aos consumidores é potável para consumo. Quanto ao sabor de cloro criticado por munícipes, ele explica que devem seguir a proporção de 0,2 mg/l por determinação. Segundo ele, o elemento químico evapora conforme passa pela rede de dutos, diminuindo conforme a distância da estação fornecedora. “A água distribuída hoje pelo Samae é de qualidade excepcional”, reiterou.

Ivan Martins (PSD) pediu esclarecimentos sobre reclamações de consumidores que receberam água marrom nas torneiras. “Essa água que a gente trata tem ferro, manganês e outros. Esses elementos formam uma crosta que se fixa no duto e, quando há uma pressão muito grande, a água acaba arrastando”, respondeu Dajair. Porém, o produto usado para diminuir a incidência não retira totalmente a coloração: “É um problema que estamos procurando resolver, mas 100% é difícil”, lamentou.

Acordos extrajudiciais

Marcos Deichmann (Patriota) contestou o alto número de acordos extrajudiciais entre o Samae e munícipes, referentes a acidentes de trânsito ou problemas na rede, ocasionados por obras da autarquia e, frequentemente apreciados no Legislativo. “Os acordos estavam lá há muito tempo e não havia comissões para analisar”, rebateu Machado. Ele afirmou que sempre procuram ser eficientes nas situações de rompimento na rede, consertando em até 4 dias, com execução da empresa terceirizada. “A maior parte dos casos que acontecem por aí nem são problemas do Samae. Às vezes, a Prefeitura faz um procedimento e estoura a rede”, relatou.

Tratamento de esgoto

Tuta Duarte (PT) questionou o convidado se há algum planejamento no município para realização do tratamento de esgoto sanitário, frisando o alto custo para a operação. “O que eu já briguei nesta Câmara para que a gente desse o primeiro passo para o tratamento do esgoto sanitário”, relembrou. Ele discorreu sobre a abertura do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) da administração municipal, com prazo próximo a encerrar, para empresas interessadas. Segundo suas informações, já há seis inscritas, com condições de executar o tratamento. “Mas nossa prioridade agora é abastecer a cidade com qualidade e quantidade”, pontuou. 

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