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SESSÃO ORDINÁRIA: 18/06 - 17H

imprensa

30/05/2019

Pronunciamento

​Tuta Duarte defende representatividade e justifica voto pela manutenção de 15 vereadores na Câmara

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 28 de maio, o vereador Claudemir Duarte, o Tuta (PT), manifestou-se sobre o resultado da votação que rejeitou, no último dia 14, o Projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 03/2017, que propunha reduzir de 15 para 11 o número de vereadores no município. Ele e outros sete parlamentares foram contrários à matéria.

“Se tiver que fazer uma estrutura aqui na Câmara Municipal para andarmos na rua fazendo o trabalho dos fiscais da Prefeitura, que são vários, então vamos demitir umas 50 ou 60 pessoas [do Poder Executivo] e vamos fazer o trabalho deles”, disse Tuta, em crítica à ideia - levantada na tribuna - de contratação de assessores (servidores comissionados) para atender, de forma individual, cada um dos 15 vereadores em exercício do mandato. “O que a população quer não é um herói, nem um super-homem, mas uma pessoa que faça o que tem que ser feito”, frisou.

O parlamentar declarou que se sente confortável quando é abordado por munícipes em locais públicos e que as críticas dirigidas aos vereadores nas redes sociais expressam a livre opinião da sociedade: “Se realmente isso fizer com que a gente não volte ao Legislativo na próxima eleição, e nem sei ainda se serei candidato, então, a população que faça [acontecer]”.

Tuta lembrou que todos os anos a Câmara tem devolvido ao Executivo parte do orçamento a que teria direito conforme previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA): “E vamos reduzir para 11? Não tenho dúvidas de que isso poderia acarretar em situações nas quais o município gastaria muito mais”, cogitou.

“Cada um de nós representa a cidade, o Legislativo. Muitas vezes temos compromissos pelos quais, para participar, abrimos mão de estar com a nossa família. Acho que as decisões tomadas na Câmara representam muito para a cidade e todos os vereadores fazem a diferença, com boas ideias. Se tiver que reduzir o salário, tudo bem, mas a gente não precisa ficar se digladiando, porque o município só perde”, salientou. “Quando eram dez vereadores, eles tiveram dificuldades, o prefeito teve dificuldades, talvez até porque não havia pessoas [parlamentares] questionando”.

O orador afirmou ainda que não importa se o eleito é de situação (apoia o governo) ou de oposição: “O vereador que pode estar aqui dando ideias, cobrando, ele não está fazendo bem para o governo e nem ao seu partido, mas para a cidade, isso que é importante”. 

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