AGENDA

SESSÃO ORDINÁRIA: 18/06 - 17H

imprensa

04/04/2019

Pronunciamento

Alessandro Simas destaca comprometimento de Brusque para com o hospital Azambuja

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 2, o vereador Alessandro Simas (PSD) deu continuidade à discussão levantada na terça-feira passada por Marcos Deichmann (Patriota), que procurou contextualizar as razões da demora no atendimento do pronto-socorro do hospital Azambuja. Na ocasião, Deichmann disse que “o problema não está só no Azambuja, mas num sistema ineficiente de Saúde Pública” - o qual envolve, entre outros fatores, os serviços prestados pelas unidades básicas de saúde (UBS).

“Hoje, o município aplica mais de 23% [da arrecadação com impostos municipais, que compõe o Orçamento municipal] na Saúde, quando deveria aplicar 15% [previstos na Constituição Federal]. O estado de Santa Catarina e a União aplicam 10% ou 11%, e a responsabilidade cai no colo dos municípios”, afirmou.

“O município paga aproximadamente R$ 543 mil mensais para ter um plantão [na urgência e emergência do hospital] de 24 horas por dia e outro de aproximadamente 19 horas diárias. A emergência do Azambuja está sendo arcada com recursos próprios do município”, observou. “Então, para que ter 23 postos de saúde? Não seria melhor ter mais dois médicos na emergência do hospital, atendendo de domingo a domingo?”.

Além disso, prosseguiu Simas, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento entendem que a responsabilidade pelos serviços prestados também a moradores dessas cidades é exclusiva do hospital: “Eles também têm esse compromisso, que não está no papel, mas o Azambuja é um hospital regional, se não de direito, mas de fato”, salientou. “Na condição atual, quem cumpre com sua obrigação é Brusque, mais ninguém. O estado deve ao Azambuja cerca de R$ 2 milhões, é uma vergonha”.

Em aparte, Marcos Deichmann (Patriota) lembrou que Ivan Martins (PSD) já chegou a sugerir que as UBS fossem regionalizadas e declarou apoio à ideia: “Se colocar cinco postos atendendo plenamente, com médicos disponíveis e usar parte dos recursos para dar estrutura ao Azambuja, que atende todo mundo, a saúde em Brusque seria muito mais eficiente”.

Zoobotânico

Ao abrir seu pronunciamento, Simas reforçou que o governo não cogita fechar o Zoobotânico. Na mesma sessão, mais cedo, José Zancanaro (PSB) havia se manifestado a respeito do assunto, defendendo a importância do parque para a educação das gerações. Ele se baseou, em parte, na declaração feita pelo próprio líder do governo, quando, ao falar sobre a desativação do teleférico, Simas afirmou que “o Zoobotânico não tem mais condições de servir à comunidade, pelo seu custo de manutenção”. Ele garantiu, no entanto, que esta é uma opinião estritamente pessoal e não reflete os planos da gestão Jonas Paegle (PSB).

“São cerca de R$ 500 mil que o município terá que gastar de acordo com o TAC [termo de ajuste de conduta assinado em 2018 entre a Prefeitura e o Ministério Público do estado, em torno da infraestrutura do parque]. Imaginem o quanto esse recurso faz falta em saúde e educação”, disse o vereador.

    Nenhum tópico relacionado para este conteúdo;

    veja também