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14/03/2019

Pronunciamento

​“Igualdade ainda não é realidade para um expressivo número de mulheres”, diz Ana Helena

Destaque

A vereadora Ana Helena Boos (PP) ocupou a tribuna nesta terça-feira, 12, para refletir sobre a condição da mulher na vida em sociedade - numa alusão à passagem do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Ela abriu o pronunciamento destacando o aspecto histórico e universal da data, “instituída em 1977 pela Organização das Nações Unidas, como marco na formulação de uma agenda igualitária, baseada em reivindicações referentes ao direito ao voto, de acesso à educação e de melhores condições de trabalho”.

Para Ana Helena, a evolução social e cultural traz novos sentidos políticos ao marco, relacionados à igualdade sexual e a independência feminina: “Nos dias atuais, precisamos quebrar paradigmas, preconceitos secretos que estabelecem padrões de condutas e comportamentos, precisamos começar a mudar dentro de casa a nossa conduta com todas as mulheres que estão ao nosso entorno, com nossas filhas e famílias”, defendeu.

“Vivemos um período em que muito se fala do empoderamento feminino, que só depende de cada uma de nós, pois com o nosso trabalho, respeito, dedicação, luta, temos o poder de participar de forma ativa, garantindo às mulheres estar cientes sobre a luta dos seus direitos, como a total igualdade entre as classes e os gêneros”, prosseguiu a parlamentar.

“O empoderamento feminino está dentro de cada uma de nós, que a cada dia busca seu lugar junto às mais diversificadas áreas de atuação, tanto na sociedade civil organizada, quanto na iniciativa privada”, acrescentou. “A nossa força nos dá, ainda, a condição de construirmos um lar seguro, amoroso, estável, com educação e princípios”.

A vereadora também apontou para o papel da mídia no tocante à conscientização social sobre a condição da mulher no país: “Este deve ser um momento para que os veículos de comunicação estimulem análises e reflexões em torno dos problemas mais sérios que afetam a mulher dentro da realidade brasileira. Não podemos esquecer da violência física, da formação escolar, da exploração sexual, da diferença salarial e de uma grande relação de preconceitos em torno da figura feminina”.

A igualdade - destacou Ana Helena – “ainda não é uma realidade para um expressivo número de mulheres que, silenciosamente, até nos centros urbanos das grandes cidades, ficam limitadas ao papel doméstico, sob a vigilância do ciúme doentio, da dependência e da submissão”.

“Estamos vivendo uma fase de atrocidades”, sentenciou a legisladora ao falar sobre o feminicídio em alta e os constantes casos de agressão.

Ao se congratular com as brusquenses, a oradora enalteceu os “diversos e significativos papéis” desempenhados por elas na formação dos alicerces sociais do município: “As brusquenses nunca foram coadjuvantes. Foram vanguarda na formação espiritual, moral e ética. Foram locomotiva na estabilidade familiar, educação dos filhos, na criação de entidades assistenciais que hoje fazem história”.

Ana Helena também deixou um recado às jovens e adolescentes: “Acreditem em si, não desistindo de seus sonhos e lutas, vocês serão nossos olhos de amanhã. A formação escolar e a profissionalização universitária devem ser perseguidas com prioridade. Desta forma, a sociedade feminina estará agindo para diminuir a distância social que ainda existe entre homens e mulheres. Isto não deve ser encarado como disputa ou concorrência, mas como um bem, um ponto de equilíbrio para a perpetuação de sociedades mais saudáveis e democráticas”.

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