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SESSÃO ORDINÁRIA: 05/02/2019 - 17H

imprensa

13/12/2018

Pronunciamento

​Jean Pirola critica diretor presidente do Samae por declarações em entrevista

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 11, o vereador Jean Pirola (PP) criticou entrevista concedida pelo diretor presidente do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), Roberto Bolognini: “Dentre outras situações, ele colocou um pouco da culpa [da falta de água] na construção de casas geminadas, o que deixou o grupo de construtores e outros empresários muitos indignados”, afirmou.

“Brusque tem um déficit habitacional de mais de dez mil imóveis. Só na Prefeitura, há oito mil pedidos de moradias pelo Minha Casa, Minha Vida. Os construtores fazem em torno de 700 a 800 unidades. E não é por causa dessas novas ligações que está faltando água”, prosseguiu. “No setor, são mais de cinco mil funcionários empregados, seja direta ou indiretamente, trabalhando para imobiliárias, materiais de construção e os pequenos construtores, que são aproximadamente 180”. Depois, reforçou: “Fiquei decepcionado. É muito murmurinho, reclamação do passado, de outros que passaram pela presidência do Samae, mas ainda não vi colocar um novo litro de água nas redes. Muito se fala, pouco se faz”.

Pirola também cogitou impactos para a geração de empregos: “Imagina se, simplesmente, parassem de construir. Seriam cinco mil pessoas batendo às portas de alguém em busca de trabalho, diante da negativa de novos alvarás para a construção de imóveis”.

Brusque, acrescentou, precisa lidar com um sério problema relacionado ao seu relevo: “Estamos num vale, ou é morro ou é beira de rio, e os locais onde mais há condições de construir, como Dom Joaquim, Cedro e Cedrinho, é onde mais tem problema de água. Mas, resolva, não jogue a culpa nos outros pela sua falta de estratégia”.

Eleição da mesa diretora

“Se tem uma coisa da qual não tenho medo é de pressão. Infelizmente, a política é assim, as pessoas não cumprem aquilo com o que se comprometem, mas cobram dos outros. A gente fez um acordo, sim, há dois anos [em 2016, sobre quem ocuparia a presidência do Legislativo nos quatro anos de mandato] e eu me senti desprestigiado nas eleições de 2018. Ninguém pode negar isso. Tínhamos essa conversa de que não teríamos [mais] candidatos [a deputado], ou a condição teria sido diferente. Depois, ouvimos que os que foram candidatos assim o fizeram porque seus partidos exigiram”, disse o orador ao comentar a disputa pela presidência da Câmara.

“Eu faço parte de um partido, o PP, que se reuniu há 15 dias e registrou em ata que a sua bancada que faz parte do governo vai votar no candidato que o governo determinar. Aquele que descumprir, que vá depois discutir com o partido. Eu sempre respeitei as determinações partidárias. Se o governo não tiver candidato, meu voto será no Paulinho [Sestrem, do PRP]. Mas, se determinar que alguém da base aliada será candidato, por que eu desobedeceria ao meu partido?”, questionou. “Foi o partido que ajudou a me eleger, a chegar onde cheguei”.

Em aparte, Sestrem observou que o acordo de 2016 não esteve atrelado às candidaturas de 2018: “Em nenhum momento foi dito que ninguém seria candidato. Foi dito que o senhor tinha a intenção de ser, e por isso queria [a presidência] no primeiro ano [em 2017]. O vereador Dr. Lima abriu [a vaga], eu também. Então, o que o senhor está dizendo é verdade em partes. Isso é importante deixar claro”.

Ao retomar a palavra, Pirola disse que a reunião feita à época deveria ter sido gravada em áudio e vídeo. “Deixei bem claro quando fiz a pergunta: alguém vai ser candidato? Ninguém. Então, eu gostaria de ser o presidente no primeiro ano justamente para que possa fazer um trabalho, porque tinha intenção de ser candidato a deputado. Num grupo de nove [vereadores de oposição], tivemos cinco candidatos, enquanto que o outro grupo [da situação], com oito, não teve nenhum. Quer dizer, onde a gente teria mais chances?”, finalizou o orador.

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