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imprensa

07/11/2018

Pronunciamento

​Marcos Deichmann rechaça abordagem de conteúdos temáticos na prova do Enem

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 6, o vereador Marcos Deichmann (Patriota) criticou parte do conteúdo abordado no primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018, realizadas no último domingo, 4.

“A gente sabe que esse tipo de situação vem acontecendo, querendo implantar nas escolas a ideologia de gênero. Na minha opinião, assuntos abordados nessas provas não têm nada a ver com o Ensino Médio, e foi uma quantidade um pouco grande de questões relacionadas a tal ideologia”, disse o parlamentar.

Noventa perguntas nas áreas de Linguagens e Ciências Humanas - observou Deichmann com base em reportagem da revista Veja - versaram sobre racismo, machismo, cultura LGBT, direitos humanos e outros assuntos. 

“Um dos temas abordados foi a imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Eu gostaria de saber qual matéria da grade curricular ensina esse tipo de coisa, da estética do negro, para fazer esse tipo de pergunta”, afirmou. “O que isso tem a ver com um exame do Ensino Médio?”, questionou adiante. “Desde quando essas questões podem ser discutidas?”.

“A questão da diversidade, tudo bem. O respeito deve ser discutido, mas dizer que a imagem de um negro ou de uma negra num produto de estética é racismo porque está querendo valorizar um produto que vai, pelo entendimento [da questão], branquear a pele da pessoa, é realmente um absurdo”, prosseguiu o vereador.

“Estamos com a esperança de que isso mude em nosso país, com o novo governo, e que possamos respeitar cada ser humano independente de qualquer ideologia, raça, credo e tudo mais. Somos todos iguais perante Deus e a legislação. Temos todos os mesmos direitos e os mesmos deveres”, reforçou.

Em apartes, manifestaram-se os vereadores Paulinho Sestrem (PRP) e Celso Carlos Emydio da Silva, o Dr. Celso (DEM), ambos de forma a enaltecer as colocações de Deichmann.

Escola sem partido

O orador informou, ainda, que prepara um projeto de lei alinhado à proposta do movimento Escola Sem Partido, “para que não se dissemine isso dentro das escolas”, disse ele, lendo em seguida outra questão do Enem 2018, na qual o estudante deveria indicar por que - na perspectiva do texto fornecido no enunciado - o “pajubá”, atribuído a gays e travestis, ganha o status de dialeto.

“Fico indignado com essas atrocidades. Não estou sendo racista, nem contra gays, lésbicas ou simpatizantes. Estou falando da qualidade do ensino e da forma como a ideologia de gênero está sendo implantada de forma camuflada no ensino. Espero que governo que vai assumir acabe com essa palhaçada”.

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