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imprensa

01/11/2018

Pronunciamento

Ivan Martins comenta a “onda Bolsonaro” nas eleições de 2018

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 30, o vereador Ivan Martins (PSD) teceu comentários acerca do resultado das eleições de 2018. Para ele, o atual período se assemelha ao momento que o país viveu em 2002, com o protagonismo, na disputa eleitoral, do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - que se tornaria presidente: “Naquela oportunidade, houve a ‘onda Lula’. O povo queria mudar e o elegeu presidente, assim como foram eleitos um grande número de parlamentares [petistas] pelo país, inclusive em Brusque, como o [ex-prefeito] Paulo Eccel, eleito deputado estadual naquele ano”, disse.

“Da mesma forma, ocorreu a ‘era Fernando Collor de Melo’ [presidente eleito em 1989], que também arrastou deputados para os parlamentos estadual e federal”, acrescentou. “Neste ano, essa onda aconteceu em torno do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que arrastou multidões e obteve 55% dos votos [válidos]. No andar da campanha, a gente já sentia que isso iria acontecer, porque o povo cansou do governo eleito em 2002 e queria mudanças. Cansou da corrupção, e não falo só de um partido, mas de todos os envolvidos. O eleitor quis dar - e deu - a resposta, nas urnas”, prosseguiu.

Martins se referiu também à eleição do Comandante Moisés, correligionário de Bolsonaro no PSL e até a campanha um desconhecido no cenário político catarinense, ao cargo de governador do estado. “O grande erro dos adversários de Bolsonaro foi ter menosprezado as redes sociais. Ele gastou R$ 1,3 milhão na campanha, enquanto outros gastaram horrores de dinheiro desde o primeiro turno. Então, vimos que esta era a vontade popular. A ‘onda PSL’ também é uma das fortes razões que fez com que os nossos candidatos [a deputado estadual e federal] não se elegessem”, avaliou.

O vereador desejou que o empresário Luciano Hang - dono da Havan e cabo eleitoral de Bolsonaro - “seja uma ponte de ligação entre Brusque e o governo federal” e concluiu: “A eleição quem ganhou foi o povo brasileiro. O grande adversário de Fernando Haddad [candidato do PT à presidência] foi o povo brasileiro, não o Bolsonaro”.

João Hassmann

Martins discorreu também sobre o fim do Ensino Médio na Escola de Educação Básica João Hassmann, no bairro Guarani. “O Ministério Público mais uma vez interferiu, a exemplo do que fez com o Fummpom e o Funrebom [os fundos de reaparelhamento da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros], exigindo do governo municipal a realização de concurso público para a seleção de professores para o Ensino Médio da instituição. Mas a prefeitura não pode fazer isso, pois o Ensino Médio é obrigação do estado, não do município”, afirmou. “Para não serem punidos por improbidade administrativa pelo Tribunal de Contas, o prefeito e o vice-prefeito não tiveram outra saída a não ser anunciar o fim do Ensino Médio na escola”, emendou o legislador, sugerindo ao líder do governo, vereador Alessandro Simas (PSD), que seja formada uma comitiva com a missão de discutir junto ao governador Eduardo Pinho Moreira (MDB) e a secretária estadual de Educação, Simone Schramm, a situação do educandário brusquense. 

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