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imprensa

05/07/2018

Pronunciamento

​Pirola reflete sobre críticas que misturam futebol com política na internet

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 3, o vereador Jean Pirola (PP) disse perceber, em certas publicações nas redes sociais e na mídia em geral, que algumas pessoas estão se sentindo envergonhadas por serem brasileiras. O parlamentar lembrou que, em 2014, quando o Brasil sediou a Copa do Mundo, “choveram críticas pesadas” à competição. “Criticar a construção de estádios é uma coisa, mas criticar o evento esportivo, misturando-o com política e dizendo que o futebol e os esportistas são culpados pela situação do país, e comparar quanto ganha um jogador de futebol que atua na Europa e quanto recebe um professor brasileiro, são situações que me deixam pasmo, porque tem questões que não se misturam, são totalmente distintas”, afirmou.

“O cara nasceu no Brasil, diz ser patriota, renega o governo atual, rasga o título de eleitor, xinga a seleção e a culpa é dos outros. Mas nunca faz uma autocrítica, nunca parou para pensar que, ao rasgar seu título eleitoral, além de deixar de cumprir com uma obrigação de cidadania, que é voto, permite que os outros decidam por ele. E depois a culpa é dos outros, não dele”, prosseguiu.

“O cidadão que rasga seu título, rotula políticos de vagabundos e rasga a camisa do Brasil, é o mesmo que critica quando alguém que ele não gosta se elege. Exemplificando, nosso atual prefeito, Dr. Jonas, elegeu-se com 26 mil votos. Em Brusque, 17 mil pessoas tiveram o título cancelado por falta de renovação”, comparou.

“Temos muita gente boa na política, seja na cidade, no estado ou no país. Como diz o Tuta [vereador Claudemir Duarte, do PT], os ‘jaguaras’ são a minoria. Assim como tem ‘jaguaras’ na imprensa, no empresariado, em tudo que é lugar, mas o que mais vejo nas redes sociais é: ‘rasguei meu título de eleitor, não voto para mais ninguém’. Deixe os outros escolher por você, mas depois não reclame, não venha para dizer que ‘não votei neste cidadão, ele não me representa’”, emendou o orador.

“Eu não votei no atual presidente da República, mas ele é o presidente, escolhido pela maioria. Infelizmente, votei em alguém que depois mostrou ser pior ainda. E não me envergonho disso. Votei no Aécio Neves, mas nem por isso tenho político bandido de estimação. Não votaria no Michel Temer, nem na Dilma Rousseff, mas participei, tive coragem, como a grande maioria de população ainda tem. O que me deixa abismado são aqueles que se dizem patriotas, brasileiros, apaixonados pelo país, rasgarem a camisa do Brasil, xingarem os jogadores e misturar futebol com política, rasgarem o título de eleitor e deixarem os outros escolher por eles”, reforçou. “Isso é covardia, porque depois, quando escolhe errado, a culpa é dos outros, nunca de si próprio. Deveria haver mais consciência nesse momento”.

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