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SESSÃO ORDINÁRIA: 19/06 - 17H

imprensa

06/06/2018

Pronunciamento

Keka diz que o governo tem usado de forma política os cargos de direção nas escolas municipais

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 5, o vereador Gerson Luís Morelli, o Keka (PSB), afirmou que o governo municipal tem utilizado de forma política a nomeação de diretores das escolas públicas da rede municipal de ensino e cobrou da Prefeitura que volte a realizar eleições para o cargo.

“Permitir à comunidade escolar o direito de eleger o diretor do educandário enrustido no bairro faz parte de um avanço que ganhou corpo no Brasil na década de 1990, como parte da grande campanha pela redemocratização do ensino”, disse o parlamentar. “Relembrando a história, os diretores de escola faziam parte do quadro de servidores comissionados das estruturas administrativas, nomeados por decretos, quase sempre com mérito político”.

Essa situação, observou Keka, foi modificada a partir da luta de cientistas brasileiros e estudiosos do sistema de Educação do país. “Eleger o diretor por meio do voto direto e secreto, dentre candidatos legalmente credenciados e integrantes da comunidade escolar, foi um passo significativo que aconteceu em Brusque a partir de outubro de 2013, com a edição do Decreto 7.324 daquele ano. Por esse mecanismo democrático, o diretor eleito deixou de se sustentar na burocracia da administração pública para ir ao encontro das famílias que o proclamaram com o voto popular”, prosseguiu o orador.

Sob o seu ponto de vista, a relação de intimidade entre o gestor da escola e a comunidade escolar evita estratégias, subterfúgios e garante um entendimento mais sincero e transparente, pelo qual “os rumos da formação dos estudantes decorrem do debate e das decisões que partem do seu próprio ambiente, na escola da comunidade e na comunidade da escola”.

“Por razões ainda não muito claras, as eleições em Brusque deixaram de acontecer a partir da saída do ex-prefeito Paulo Eccel. Está na hora de corrigirmos o erro do recente passado e voltarmos a olhar para frente, valorizando o futuro, com a criação de uma escola sólida, consciente, pedagógica e democrática. Venho à tribuna para defender a ideia e sugerir ao prefeito Jonas Paegle que devolva às comunidades escolares o direito de eleger o diretor. Mesmo que entendam que o decreto seja inconstitucional e deve ser revogado, ele continua em vigor. Ainda que a atual administração defenda que o cargo de diretor é de livre nomeação e exoneração, observo que, hoje, ele está servindo para nomear apadrinhados políticos, em sua grande maioria sem nenhuma competência para o cargo”.

As colocações de Keka provocaram reações da base aliada ao governo ao longo da sessão, fazendo com que o vereador viesse a se desculpar mais tarde por ter se referido à competência dos diretores atualmente nomeados. “Talvez eu tenha sido um pouco infeliz, mas quis me referir ao desempenho de alguns deles”, justificou. “Também conheço diretores competentes, amigos meus, inclusive, mas o que se vê e se escuta de alunos, pais e até de diretores, é que em algumas escolas não está acontecendo o que deveria em termos de disciplina e rendimento escolar. Penso que, para ser diretor, o professor deveria também possuir formação na área de gestão escolar e, além disso, conhecer a comunidade onde a escola está inserida”. 

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