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SESSÃO ORDINÁRIA: 19/06 - 17H

imprensa

06/06/2018

Pronunciamento

Deichmann insiste na cobrança pelo Plano de Mobilidade Urbana do município

Destaque

Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 5, o vereador Marcos Deichmann (Patriota) voltou a cobrar do Executivo que submeta à apreciação popular “o prometido Plano de Mobilidade Urbana” de Brusque. O parlamentar já havia abordado o assunto na reunião da semana passada, quando lembrou que, em 2017, o Legislativo autorizou o município a tomar emprestados cerca de R$ 24 milhões para a construção da margem esquerda da Avenida Beira Rio. De acordo com o projeto aprovado pela Câmara de Vereadores, parcela desses recursos - R$ 300 mil - devem ser destinados à elaboração do Plano de Mobilidade.

“Aguardando que o Executivo se movimente em torno de cumprir a lei, o compromisso assumido com esta Casa e com a sociedade, gostaríamos de chamar atenção para algumas situações que revelam um estado de coisas preocupante relacionado ao crescimento urbano”, afirmou. “Em julho do ano passado, por exemplo, com base em dados do Departamento Estadual de Trânsito, o jornal o Município noticiou que chegamos à inédita marca de 100 mil veículos emplacados, somando ônibus, caminhões, motos e automóveis. A frota praticamente triplicou em pouco mais de 15 anos. Os números revelam que a maior parte dos veículos em circulação é de uso pessoal. Carros e motos são mais de 81 mil, enquanto há pouco mais de 18 mil entre veículos de uso coletivo e de transporte de carga, como ônibus, tratores, caminhões e vans”, prosseguiu.

Deichmann citou ainda informação divulgada em reportagem da Folha de São Paulo que, em 2010, mostrava Brusque como a segunda cidade com a maior proporção de carros por habitante entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Dentro dessa perspectiva, disse, presume-se que o município atualmente tenha 80 veículos para cada 100 habitantes.

“Uma proposta de mobilidade passa necessariamente por critérios científicos e técnicos. Não pode ser tratada como projeto para as próximas eleições. É preciso privilegiar o futuro sustentável das gerações”, defendeu. “Já percebemos congestionamentos cada vez mais frequentes, deslocamentos mais demorados, piora na qualidade de vida e do meio ambiente, inclusive o sonoro. Precisamos de novas artérias, pontos de fuga, viadutos, elevados, pontes que se sobreponham entre as margens do Itajaí-Mirim, sem esquecer de privilegiar um sistema que permita o fluxo das linhas de transporte coletivo, inclusive as ciclofaixas”.

O orador lembrou que o Governo Federal, por meio da Lei nº 12.587/2012, já obrigou e determinou as diretrizes para os debates em torno da mobilidade: “Torna-se de um problema específico e inadiável que não podemos preterir. A iniciativa do Poder Executivo em convocar a sociedade para um amplo debate permitirá avaliarmos os deslocamentos, a expansão das ciclovias, a construção de parques, a expansão da malha de transporte coletivo e a reunião de recursos necessários para as obras de infraestrutura inadiáveis no sistema viário mais central. Este é um compromisso nosso, com a nossa geração”, concluiu.

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