AGENDA

SESSÃO ORDINÁRIA: 19/06 - 17H

imprensa

28/02/2018

Pronunciamento

Martins comenta imbróglio que envolve terreno do IFC e fala sobre a desativação de ADRs

Destaque

Em pronunciamento durante sessão ordinária desta terça-feira, 27, o vereador Ivan Martins (PSD) falou sobre as dificuldades que o Executivo poderá enfrentar caso não consiga reaver junto à União parte do imóvel doado para a construção do campus do Instituto Federal Catarinense (IFC) em Brusque.

Ele criticou o fato de o governo municipal, à época da doação, não ter levado em consideração o prolongamento da margem esquerda da avenida Beira Rio. “Temos que deixar registrada nossa insatisfação e a incompetência daqueles que não previram essa situação. O IFC é importante, mas não para inviabilizar uma obra da envergadura da Beira Rio”, afirmou.

Desativação de ADRs

Num segunda momento, o parlamentar comentou a desativação de 15 agências de desenvolvimento regional (ADRs) pelo governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), dentre elas a ADR de Brusque: “Não sou contra a desativação, acho que as ADRs já cumpriram seu papel. Elas não têm orçamento próprio e muito pouco podem fazer pelo município além de encaminhar solicitações. Mas chama a atenção o fato de a ADR de Brusque estar entre as primeiras a serem desativadas. Quando é para trazer recursos, Brusque é sempre a última, mas quando acontece uma situação dessas, é a primeira. Infelizmente, não temos representação política, deputados para defender nossa cidade junto à Assembleia Legislativa e ao governo do Estado”, ressaltou.

Crítica a Venzon

O vereador também criticou recente entrevista concedida por Serafim Venzon (PSDB), no qual o deputado estadual teria creditado a si a articulação de cerca de R$ 350 milhões para obras e serviços no município. “Ele incluiu nesses recursos a duplicação da Antonio Heil. É um absurdo querer ser o pai de uma obra como esta, que vem de uma luta de muitos anos, é um mérito da sociedade brusquense, do empresariado que esteve em Florianópolis cobrando do governador, dos poderes Legislativo e Executivo municipal. Acompanhamos a luta que foi para buscar a duplicação desta rodovia. Não posso concordar com isso”, disse Martins.

“Só vou citar um fato: em 2014, cada deputado recebeu do governo estadual R$ 10 milhões para levar às suas comunidades. Sabe quanto o deputado Venzon trouxe para Brusque desses R$ 10 milhões? Foram R$ 358 mil. O restante não sei para onde foi, mas Brusque foi contemplada com R$ 358 mil. Depois, vieram mais R$ 500 mil para a rua Bulcão Viana, que foi concluída no atual governo, no início de 2017”, acrescentou o orador.

Em aparte, Jean Pirola (PP) procurou reforçar o ponto de vista de que Brusque e região sofrem devido à falta de representatividade política em níveis estadual e federal. “Lá vamos nós depender de Blumenau de novo”, frisou o parlamentar, lembrando de demandas como a construção da subestação da Celesc e a barragem de Botuverá. Ele disse, ainda, que Brusque está entre as cidades que mais arrecadam para o Estado, “mas é a primeira a ser excluída”.

Também em aparte, Sebastião Lima, o Dr. Lima (PSDB), acrescentou que Brusque não possui nenhuma escola de soldados da Polícia Militar, enquanto Blumenau já conta com duas estruturas para a formação de novos PMs. O efetivo policial da região, pontuou, sofre com a escassez de profissionais e a “polícia vem fazendo milagres”, através do Fundo Municipal de Melhoria da Polícia Militar (Fummpom) e do trabalho dos comandantes.

“Vamos eleger deputados de Brusque e região para termos representação em Florianópolis”, defendeu Martins ao finalizar o discurso.

    Nenhum tópico relacionado para este conteúdo;

    veja também