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06/10/2017

Expediente

​Horário de funcionamento da prefeitura é debatido na Câmara

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O horário de funcionamento da Prefeitura de Brusque esteve em pauta durante a última sessão ordinária da Câmara de Vereadores, dia 3. Em requerimento, a vereadora Marli Leandro (PT) sugere que o órgão volte a atender em dois períodos - das 8h às 12h e das 14h às 18h, já que “o horário em vigor foi estabelecido como transitório”. Atualmente, a prefeitura abre às 12h e encerra o expediente às 18h. “Se de um lado, tem suas vantagens em termos econômicos”, argumenta a vereadora na proposição, “por outro lado, não atende aos interesses dos contribuintes, destino final de toda as demandas de governo”. A ideia foi discutida em plenário pelos vereadores.

“Sabemos que muita gente tem o horário de trabalho restrito e acaba não conseguindo acessar os serviços públicos. Esse requerimento deve ser aprovado, mas que não fique de novo só no papel, porque no início do ano a prefeitura disse que [a redução da jornada] seria uma medida de economia e provisória, mas que iria voltar a funcionar em horário normal. Até hoje estamos esperando”, disse Marcos Deichmann (PEN). “Esse não é um pedido da Câmara, mas da comunidade. Às vezes, nós mesmos [vereadores] precisamos buscar alguma informação e temos que aguardar até o período da tarde”, acrescentou.

Paulinho Sestrem (PRP) exibiu um vídeo em que ele conversa com munícipes que aguardavam a abertura das portas da prefeitura durante a manhã, sem saber que o órgão tem iniciado o atendimento ao meio-dia. “Isso vem mostrar que a prefeitura precisa voltar a ser o que era. A nossa população já está chegando a 130 mil habitantes e a parte administrativa não dá mais conta. Isso não é coisa de oposição, é a comunidade que nos cerca na rua e pergunta”, afirmou o parlamentar. “São pessoas que pegam ônibus no seu bairro [para vir até a prefeitura] e até hoje, em outubro, estão mal informadas. Com oito horas, haverá um atendimento melhor”, emendou.

“Também acho que o atendimento de manhã e à tarde seria melhor. Vou cobrar [do Executivo] para saber por que não está acontecendo”, observou Gerson Luís Morelli, o Keka (PSB). Em meio às colocações do vereador, ficou esclarecido que o aumento da jornada diária de trabalho de seis para oito horas não trará nenhum impacto à folha de pagamento da administração, já que alterações deste tipo são uma prerrogativa de governo.

Líder do governo, o vereador Deivis da Silva (PMDB) também se manifestou: “São horas corridas, do meio-dia até às 18 horas, mas existem funcionários que têm vindo algumas horas no período da manhã, dependendo da quantidade de serviço, para que do meio-dia às 18 horas possam fazer um atendimento mais exclusivo da demanda [da população]. Muitos têm feito isso em alguns setores. Existem ainda os serviços essenciais, como o das unidades básicas de saúde, que precisam estar trabalhando também no período da manhã, assim como a assistência social, que tem órgãos trabalhando o dia inteiro”, disse o legislador, que declarou voto favorável ao requerimento, concluindo que caberá à prefeitura decidir acerca da sugestão do Legislativo.

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